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Universidade Estadual da Paraíba, João Pessoa - 09 de setembro de 2010

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Marcelo Camelo: um cara otário e grotesco!

Entrevista exclusiva com o otário do Marcelo Camelo.

Por: Jornal Cardápio

12.01.2009 - 01h44

Jornal Cardápio - Em seu primeiro show em Recife, os fãs ficaram histéricos. Choraram e cantaram todas as músicas do seu álbum solo. Isso te surpreendeu de alguma forma?

Marcelo Camelo - Eu sinceramente estava com uma expectativa totalmente em aberto. Não sei se me surpreendeu ou não. Fui limpo porque era o primeiro show desse repertório, mas as reações ainda variam de lugar para lugar. Em alguns lugares as pessoas optam por não cantar, preferem uma análise mais contemplativa.

Jornal Cardápio - Como você avalia a relação dos fãs com os Los Hermanos? Para alguns a banda é quase uma religião.

Camelo - Eu não consigo enxergar com essa frieza analítica. Essa parada não diz muito. Nossos fãs são chatos: se eles não gostam, eles falam. Não é uma fidelidade cega. Há uma identificação com as letras, melodia que se refaz a cada palavra, a cada nota. Se elas já carregam pela gente alguma estima, eles esperam que a gente esteja presente.

Jornal Cardápio - A crítica não foi unânime ao avaliar seu disco. Alguns dizem que ele ficou MPB demais.

Camelo - É muito plural a opinião do ser humano. Eu tenho muito respeito ao poder de cognição de alguns de nós. Tem gente que não se identifica [com a minha música] mesmo. Acho que tem a ver com nossa diferença social. Tem gente que acha que é a cara do Brasil ter uma música bunda mole. Tem quem ache que no Brasil se faz essa música dolente porque o país é subserviente, e que o rock, por ser mais contestador, imprime mais combatividade.

Jornal Cardápio - Mas você está mais MPB?

Camelo - Sei lá. Não ligo. Não estou nem aí pra isso.



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